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A Igreja Batista Central de Taguatinga tem a alegria de viver hoje um tempo em que tem sob período de experiência diaconal dezesseis irmãos. Eles foram escolhidos, conforme deliberação da Igreja em Assembléia, por meio da Comissão de Indicações que teve como base um estruturado e bem ajustado projeto, todo ele fundamentado na Bíblia. Assim, a Comissão chegou aos nomes dos seguintes irmãos: Abimael, Alcebíades, Saul, Marcelo Amorim, Rário, Laury, Zezinho, José Rafael, Laesse, Iracy, Oneida, Marina, Elza, Dalva, Socorro e Clotildes.
É preciso que se entenda, portanto, o que não é ser um diácono. Primeiro: uma pessoa idosa. É evidente que o serviço não olha idade, mas isso vale para a muita e para a pouca idade também. Ao longo dos tempos escolhemos diáconos pela idade avançada, que representava sabedoria, em alguns casos, ou prêmio apenas por idade, ainda que o irmão ou a irmã não fizesse o perfil para a função. Segundo: uma pessoa rabugenta. Quando adolescente, alguns diáconos gostavam de parecer durões e rabugentos, uma tentativa de impor respeito pela seriedade permanente e pelas palavras sempre duras e repreensivas. Não existe qualquer base bíblica ou social para um comportamento como esse. Terceiro: uma pessoa que atingiu um estágio acima dos demais. Diaconia não é “generalato” eclesiástico. Depois de grandes e relevantes serviços... Merece honra! A honra é a de continuar servindo, trabalhando, dando de si. Diaconia não implica “cargo de chefia”, mas encargo de mais serviço. Quarto: um fiscalizador do pastor e da juventude. É interessante como a diaconia foi corroída por essa falsa visão. Os diáconos já foram chamados de “perdigueiros de pastor”. Tanto que no meio pastoral corre a máxima: “Resisti ao diácono e ele pulará em vós!” Que horror! Mas foi isso o que aconteceu em muitos lugares. Um grande erro. O diácono não pode viver em litígio com o pastor porque sua tarefa não inclui a de “caçar” ou perseguir o líder espiritual da igreja. Também não é o que fica a postos para ver se os adolescentes e jovens estão fazendo travessuras na igreja e contando isso nas reuniões do Conselho ou dos diáconos, ou ainda, pressionando o pastor a “tomar providências enérgicas” para com um menino mais levado. Quinto: uma pessoa que apenas serve a Ceia. Em muitos lugares o diácono ficou conhecido como “aquele que serve a bandeja durante a ceia”. Limitar um ministério tão rico e amplo é diminuir o ensino bíblico a respeito dessa matéria. Mas, afinal, o que é ser um diácono?
Um diácono é um conciliador em meio às lutas da igreja. A Bíblia nos fala que em Atos 6 surgiu um problema relacional na Igreja de Jerusalém. Um mal estar entre as viúvas gregas e as hebréias fez com que houvesse um sentimento de falta de amor, mágoa e formação de grupos. Normalmente os problemas são criados ou admitidos na igreja para deter o avanço do evangelho e atrapalhar o que de bom está se fazendo. Os apóstolos entendem que não deveriam parar seu trabalho e nem permitir que o problema continuasse. Levam para a igreja a proposta da escolha de sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria para que pudessem equilibrar as relações entre os “grupos” em dificuldade enquanto eles continuavam em oração e aplicados na pregação. O diácono tem este papel. Ele concilia, não toma partidos. Ele vê o bem da Igreja e não as conveniências. Ele ajuda a solucionar, não a atrapalhar. Ele preserva o líder espiritual e não o expõe. Por isso os requisitos fundamentais são a sabedoria, a boa reputação e a comunhão com o Espírito Santo.
Um diácono atende às exigências espirituais e sociais previstas na Bíblia. Que tal conferi-las em 1 Timóteo 3.8-13? São elas: a)honestidade; b) palavra digna de confiança; c)não amigos do muito vinho e nem de lucros desonestos; d)apego ao mistério da fé; e) boa consciência; f)primeiro provados e, caso não haja nada contra eles, tornados diáconos. No caso de mulheres: a)que se sejam honestas; b)não caluniadoras; c)sóbrias; d)fiéis.Para os dois: a)marido ou esposa de um único marido ou esposa; b)e que tenha o bom governo de sua família.
Um diácono recebe honra pelo serviço que presta. Não é pelo título, mas pela maneira com que serve ao Senhor. Paulo escrevendo a Timóteo, após falar das qualificações dos diáconos afirma que àqueles que servirem bem serão dadas duas recompensa: a) uma boa posição; b)firmeza na fé. Existem presentes melhores?
O que esperamos é isso – que tenhamos diáconos à luz das Escrituras, que atendam às expectativas de Deus e que sirvam com amor e dedicação. Assim fazendo, não apenas eles receberão o prêmio, como também o reino de Deus será abençoado. Do seu Amigo e Pastor Roberto da Silva Santos
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